Mediante a modelagem
a escultura nasce do nada. Apenas com as mãos
o artista vai dando forma a uma figura. Não
existe um bloco de pedra ou de madeira, só
uma tábua de madeira vazia; depois, uma
armação estilizada que logo será
recoberta pelo material utilizado pelo artista.
É um volume sem forma sobre o qual as mãos,
os dedos do criador, dão voltas, gesticulam,
às vezes apertam, outras parecem acariciar.
Pouco a pouco surge uma forma indefinida, depois
vão aparecendo os detalhes, uns lábios
finos o traço de uns olhos, os sulcos do
cabelo, finalmente o rosto adquire vida. A obra
esta criada. Ali sobre a tábua de madeira,
um rosto contempla, expressa seus sentimentos.
A arte produziu um novo milagre.
Desde o princípio, a argila
foi utilizada para realizar esculturas. Muitas
culturas empregaram técnicas de cerâmicas
para conseguir terracota. Seu próprio nome,
terra cozida, explica como e de que material eram
feitas. A técnica empregada era geralmente
a da modelagem a pressão: a argila úmida
era comprimida num molde de argila previamente
cozida. Já no século III A. C. os
gregos realizavam à pressão suas
figuras de Tanagra; do ano 200 A. C. datam os
7000 guerreiros chineses do Mausoléu do
primeiro imperador Ch'in no monte Li.
Nas terracotas a estátua
era o produto final; no entanto, muitas vezes
a argila era empregada como meio transitório
para elaborar modelos com os quais faziam depois
o vazado em metal, em cimento ou plástico,
ou ainda para realizar estudos escultóricos
para sua reprodução em pedra.
A argila é um elemento
fácil de conseguir, não obstante
difícil é conseguir num depósito
natural uma argila suficientemente uniforme, plástica
e de textura tão fina para poder ser empregada
na modelagem de uma figura. É melhor adquirir
a argila já elaborada.
Não é necessário
um grande número de materiais: uma bandeja
de gesso paris, cuja porosidade ajuda a conservar
a umidade necessária na argila amassada,
plataformas de modeladas diferentes formas e tamanhos,
um pulverizador de água para manter a umidade
da argila, diversas ferramentas, como paletas
ou blocos, de preferência de madeira de
buxo ou azevinho, rodinhos, colheres, faca, um
prumo, fita métrica e compasso para medidas
internas e externas. Sem esquecer nunca que na
modelagem as mãos e os dedos do artista
são as principais ferramentas.
O primeiro passo para modelar
uma figura é preparar a armação
que sustente a argila, pois se não tiver
um formato piramidal a obra de argila sem armação
afunda sobre si mesma. Embora a construção
da armação dependa fundamentalmente
do tipo de obra a realizar, podemos distinguir
vários tipos. Os dois mais simples são
o cabide de bustos e a modelagem em relevo. A
primeira é utilizada para modelar cabeças
e consiste numa estrutura simples de madeira e
arames que se fixa verticalmente a uma plataforma;
a Segunda é um tabuleiro sobre o qual se
pregam tachinhas de metal a intervalos regulares,
que no caso de obras de grande tamanho podem ser
unidas por meio de arames. O terceiro tipo consiste
num tabuleiro de madeira onde colocamos um suporte
de ferro em uma das esquinas; este suporte consiste
numa barra vertical que em determinada altura
leva presa outra barra horizontal em forma de
cotovelo terminando como uma barbatana.
Não existem regras precisas
que determinem o modo de trabalhar do escultor;
a flexibilidade da matéria em que trabalha
deixa uma ampla margem a sua criatividade. O artista
se deixa guiar pela idéia que tem em sua
mente. Porem existem algumas normas lógicas,
boas condições de trabalho com boa
iluminação que permita ao escultor
a percepção da forma desde diferentes
pontos de vistas. São muito importantes
as condições de iluminação
de uma escultura, pois ela pode mudar radicalmente
contemplada sob um ângulo ou outro. Outras
normas vêm ditadas pelo material que se
trabalha: a argila deve estar úmida, para
que possa ser modelada com segurança, por
isso temos que umedecer com água e cobrir
com uma toalha úmida e uma bolsa de plástico
a peça que fica de um dia para o outro
sem acabar; outra norma básica é
amassar muito bem a argila para evitar que contenha
bolsas de ar. Um dos grandes perigos é
que ela rache ao secar, o que acontece com facilidade
quando existe muito contraste entre zonas finas
e grossas. Por último, o escultor, ao utilizar
a modelagem na argila como meio transitório,
deve levar sempre em conta o material em que vai
realizar o vazado final, bronze, plástico,
cimento, pois cada um deles tem umas características
próprias que se refletem no acabamento
da escultura.
Tradicionalmente a modelagem
em cera foi um meio auxiliar da escultura, tanto
para realizar maquetes de estudos prévios,
como na técnica do vazado do bronze por
meio da cera perdida. No entanto, também
foram realizadas obras em cera, por exemplo durante
o século XVII, que adquirem um certo nível
no campo dos retratos, embora seu emprego principal
foi para estudos anatômicos para ajudar
a medicina. Modernamente adquiriram certa importância
os museus de cera, a cujo auge cooperaram o descobrimento
da cera pigmentada. Este material até bem
pouco tempo atrás, provinha da cera de
abelha; atualmente se utiliza a cera industrial,
mais barata, encontradas nas lojas em diferentes
variedades: duras, moles e maleáveis.
Como a modelagem da argila, ou
da cera não exige umas regras precisas;
uma questão de estilo e as preferências
pessoais guiam as mãos do escultor. É
necessário ter em conta a qualidade do
material com o qual se trabalha e as condições
que impõe. É importante a construção
de uma armação sobre a qual construir
a figura. As obras pequenas requerem apenas uma
mínima e estilizada armação
de arame de cobre, que suporte muito bem o calor
da cera e que seja absorvida quando é derramado
o bronze fundido no caso de que se faça
um vazado deste material; o aço é
o mal condutor de calor e pode esfriar o bronze
fundido, ocasionando uma fundição
imperfeita. Nas peças de maior tamanho
a armação tem que ser maior e que
se possa tirar, não importando o material
em que seja construída: para se economizar
materiais se utilizam seções de
poliestireno. Este material obriga a empregar
primeiro cera derretida, que é aplicada
com pincel; esta primeira camada tem como missão
selar o molde e permitir que a cera se fixe bem
para formar a estrutura básica da figura.
No acabamento da obra é fundamental colorir
e endurecer a modelagem mediante o flameado.
Tradicionalmente o gesso foi
utilizado como um meio auxiliar, similar à
argila ou à cera. No entanto, apresenta
uma característica diferente destes materiais:
com o gesso podem ser feitas máscaras e
vazado original. Isto representa uma vantagem
e um perigo, pois estes moldes, perfeitos, podem
ser vazados com bronze, com isso a obra perde
todo o seu valor. De fato esta prática,
aplicada em busca da naturalidade, levou a escultura
a uma decadência, especialmente durante
os séculos XVIII e XIX. O próprio
Rodin foi acusado de realizar vazados do original
em gesso, imputação sem sentido
como se percebe simplesmente contemplando suas
obras.
Os escultores contemporâneos
trataram o gesso como um material sem características
próprias. A escultura moderna, que procura
no meio um sistema de expressão, viu no
gesso uma possibilidade expressiva que merecem
ser expostas. Autores como Olderiburg e Segal
não hesitaram em pesquisar este material
e criaram obras figurativas permanentes; outros,
como John Davies, o utilizaram em conjunção
com outros materiais numa mistura de meios em
que cada um tem um papel de acordo com suas qualidade
essenciais.
No entanto o gesso continua a
ser fundamentalmente um meio auxiliar. O gesso
é sulfato de cálcio hidratado vendido
em forma de pó branco e que necessita uma
preparação prévia para ser
usado: é necessário misturá-lo
com água para que se transforme numa massa
uniforme. É uma operação
delicada, embora simples, que requer um conhecimento
prévio das proporções da
mistura para que a massa obtida seja fluída,
nem muito líquida nem demasiado espessa.
O gesso impõe, além disso, outras
condições, como por exemplo o ritmo
de trabalho: um gesso em boas condições
demora entre 15 e 20 minutos para espessar até
o ponto em que é impossível trabalhar
com ele. Este tempo pode ser acelerado ou retardado;
o primeiro raramente é necessário,
o segundo, pelo contrário, é uma
necessidade freqüente, sobretudo quando se
modelam estátuas grandes ou complexas.
Para retardar a espessura do gesso o melhor sistema
é acrescentar cola à mistura numa
proporção de 25g por litro; a cola
tem além disso a vantagem de dar maior
solidez ao gesso já forjado. Outro meio
retardador é acrescentar ácido acético
numa proporção de 5% à água
da mistura.
Como em todos os trabalhos de
modelagem um elemento imprescindível são
as armações. Elas terão que
ser sempre de acordo com o tamanho da obra a realizar
e com a massa de gesso que terá que suportar.
A madeira não resulta um bom material para
a construção de armações,
pois absorve a água do gesso e estufa,
podendo quebrar a escultura, para que isto seja
evitado é necessário um prévio
trabalho de acondicionamento. É melhor
empregar blocos de poliestireno que são
cortados na forma desejada; é um material
cômodo para trabalhar que proporciona armações
fortes com pouco peso com grandes possibilidades
de mudança no desenho. As armações
de tubos de aço são muito pesadas
e também requerem um trabalho prévio
de acondicionamento para evitar que enferrujem
e manchem a escultura.
Sobre a armação já se pode
começar a modelar.
Como vimos no caso da argila
ou da cera, a modelagem não exige regras
precisas. É um trabalho essencialmente
criativo que depende fundamentalmente da inspiração
do artista, por um lado, e da habilidade.
 |
O
lavrado da pedra
Como no entalhado da madeira, a técnica
da escultura em pedra segue um método de
trabalho totalmente oposto ao da modelagem. Enquanto
que na modelagem a figura surge mediante um processo
de adição de material sobre uma
armação, na escultura em pedra o
processo é de subtração do
material a partir de um bloco compacto.
Esta técnica, entretanto, não permite
a improvisação, pois os erros são
irreparáveis. Não se pode voltar
a começar, amassar de novo a argila ou
a cera, seria necessário procurar um bloco
de pedra novo, intacto, e esquecer o que se estava
trabalhando. Também não se pode
corrigir o gesto de uma mão, a posição
de um pé que ao surgir definitivamente
da pedra parecem forçados. A escultura
em pedra requer um esboço prévio
em argila, gesso ou cera que permita qualquer
tipo de ensaio até chegar a um resultado
definitivo.
Deste esboço se realiza uma maquete, através
de um sistema de ponteado se transporta ao bloco
de pedra: as proporções, as distâncias,
os pontos mais sobressalentes. Não obstante,
sempre existiram escultores que desprezaram o
ponteado por considerar que mecaniza a obra de
arte e esculpiram suas obras diretamente.
Há certa verdade nisso, embora na escultura
em pedra nunca se pode chegar ao grau de mecanização
da escultura em bronze, na qual o trabalho do
artista pode ser considerado como finalizado uma
vez que tenha terminado o modelo em argila.
Na escultura em pedra a utilização
de um original prévio sempre é um
trabalho complementar que facilita o escultor
sem restringir sua liberdade; embora não
nos esqueçamos que a modelagem de um modelo
prévio e a transferência deste modelo
mediante pontos a um bloco permite a cópia
de estátuas, o que sempre se realizou e
mais ainda em casos de forte demanda como no tempo
do Império Romano. Esta utilização
de modelos de argila não aparece documentado
até o século V (A.C.). Antes desta
data parece que os modelos gráficos eram
realizados especialmente para baixos-relevos,
passando depois a ser utilizado para vista.
O uso destes modelos pode nos proporcionar uma
explicação do bi-dimensionalidade
das estátuas egípcias, mesopotâmicas
e arcaicas gregas. Por outro lado, o fato de partir
de um modelo plástico, em cujo emprego
parece ter influenciado decisivamente a técnica
da fundição em bronze, é
uma causa mais da tridimensionalidade da estatuária
clássica, com seus múltiplos pontos
de vista.
A partir deste momento a técnica escultórica
quase não varia ao longo da história,
com exceção da época medieval
européia, quando parece que em algumas
ocasiões voltaram a entalhar diretamente
no bloco.
Durante o Renascimento e o Barroco, aperfeiçoa-se
o método de trabalho, já não
fazem um único modelo da estátua,
mas vários, e o definitivo é executado
do mesmo tamanho que a estátua a ser esculpida.
O método pelo qual o modelo se transporta
ao bloco de pedra se denomina tirado de pontos.
Aparece documentado na Grécia no século
V ( A.C. ).
Com um prumo eram situados os pontos mais salientes
do modelo, depois as distâncias entre os
fios e a superfície eram marcados no bloco
de pedra através de orifícios perpendiculares,
de acordo com a profundidade assinalada pelo prumo.
Estes pontos serviam de guia para o trabalho de
desgaste do bloco, até deixar descoberta
a superfície desejada. Esta técnica
foi utilizada ao longo da história da escultura.
Com este sistema a estátua é esculpida
como se fosse um baixo-relevo: em primeiro lugar
surgem as partes mais saliente e vai sendo aprofundado
perpendicular ao plano do prumo; para lavrar a
parte posterior é necessário tirar
os pontos desta parte e trabalhar da mesma maneira.
Um aperfeiçoamento deste sistema foi a
construção de armações
quadradas, resultantes da união de quatro
esquadros, um para cada lado do paralelepípedo
que forma o bloco de pedra; o modelo e o bloco
ficavam encerrados numa espécie de jaula
por cujos alizares se deslizavam os prumos.
Um método mais científico que se
baseava num autêntico sistema de coordenadas
espaciais foi o descrito por Alberti em seu tratado
Della Pintura e della Estátua. O utensílio
utilizado para a tomada de pontos foi denominado
de definitor. Consistia num círculo graduado
de cujo centro partia um braço giratório
também graduado do qual pendurava um prumo
que podia se deslocar ao longo do mesmo.
Para obter um ponto determinado o circulo era
situado no centro superior do modelo, a seguir
se girava o braço com um prumo até
situá-lo sobre a vertical do ponto desejado.
Deste modo era possível saber a distancia
do ponto com relação ao centro da
estátua e a altura do solo conforme o prumo,
além do angulo em relação
ao ponto central.
No século XIX se impôs um novo método
de transferência de pontos que permitia
uma maior aproximação ao original,
já que o número de pontos transferidos
podia se elevar muito. Denominava-se método
das cruzetas. Este instrumento, de metal ou madeira,
consta de três pontas de ferro que se situam
sobre três pontos sobressalentes escolhidos;
leva um braço articulado com uma Quarta
ponta que pode deslizar sobre ele mediante três
parafusos. Com esta Quarta ponta se obtêm
os novos pontos. Com este método o artista
se limitava a modelar a estátua em argila
e a retocar o mármore .
Nos povos primitivos, nas civilizações
antigas, as estátuas eram coloridas, ou
com aplicação direta da cor sobre
a pedra ou recobrindo-a com uma camada de gesso
que absorvia a cor. Na Grécia também
se coloriam as estátuas; elas em principio
em principio não eram polidas, para que
a superfície áspera fixasse melhor
a camada de gesso; já a partir do século
V A. C. começaram a lustrar e polir as
estátuas, porém a partir desta época
a camada de pintura era mais discreta e a patina
era dada com uma mistura a base de cera que se
espalhava sobre a cor: é a GÂNOSIS.
É a partir do século IV A. C. quando
se impõe a escultura sem pintar. Este conceito
se mantém durante o período Helenístico
e o Império Romano. Mas na idade média
volta a policromia.
 |
O vazado do bronze
A técnica do vazado em bronze supõe
uma atitude nova perante a escultura.. Em primeiro
lugar é preciso transformar vários
materiais, a fundição do cobre,
do estanho, do zinco, do aço, para conseguir
a liga apropriada; é necessário
construir moldes; depois a figura nasce no interior
do molde sem que possamos intervir durante o ato
de sua criação, é preciso
confiar no ato realizado antes: a correta fundição
do material, a temperatura adequada, os moldes
de boa qualidade, uma coação bem
realizada; finalmente, a estátua que surge
do molde pode, conforme o sistema empregado, ser
reproduzida várias vezes com o mesmo modelo,
já não é uma obra única,
e por isso a condição de obra de
arte periga: pode se transformar num objeto industrial
semelhante a um machado, ou a um utensílio
doméstico .
Na técnica do vazado do
bronze a liga é fundamental, dela depende
não apenas o resultado de uma escultura
dos detalhes preciosos que reproduz fielmente
a modelagem no molde, mas mantém a cor
do bronze. O cobre em estado de fusão tem
um escasso grau de fluidez, não sendo muito
apropriado para ser coado em moldes; no entanto
a adição de metais brancos como
o estanho, o zinco e o aço são obtidas
ligas bastante fluídas e homogêneas
que permitam sua introdução no molde.
Quanto maior a adição do metal branco
maior fluidez, mas ao mesmo tempo mais frágil
no estado sólido. Os vazados em bronze
realizados com ligas ricas em cobre, precisam
de um acabamento em frio com lixas finas e cinzéis.
Isto é de grande importância pois
permite diferenciar os tipos de esculturas.
A técnica do vazado do bronze apresenta
três sistemas de realização:
duas técnicas à cera perdida( método
direto e indireto), o modelado em areia e a galvanotipia.
As primeiras peças de bronze, armas e utensílios,
foram realizados pelo método simples de
coar o metal fundido em dois moldes abertos de
pedra ou argila cozida. Para conseguir objetos
modelados em três dimensões foi necessário
descobrir um sistema novo, tecnicamente mais complexo:
a fundição a cera perdida.
 |
Gesso
Encontrado praticamente em todo o mundo, o gesso
ocorre no Brasil abundantemente em terrenos cretáceos
de formação marinha, sobretudo nos
estados do Ceará, Rio Grande do Norte,
Piauí e Pernambuco. Gesso é um mineral
composto fundamentalmente de sulfato de cálcio
hidratado (CaSO4.2H2O) e do hemidrato obtido pela
calcinação deste (CaSO4.½H2O).
Cristaliza no sistema monoclínico, formando
cristais de diferentes espessuras, habitualmente
chamados de selenita.
O gesso pode ser encontrado ainda sob a forma
de agregados granulares, quando recebe o nome
de alabastro, ou em veios fibrosos, com o nome
de espato-de-cetim, em virtude do brilho sedoso.
A forma pulverulenta, não cristalizada,
recebe o nome de gipsita. Sua dureza é
igual a 2, na escala de Mohs. Em geral tem cor
branca, mas impurezas diversas podem dar-lhe aspecto
acinzentado, amarelado, rosado ou marrom.
Quando se umedece o gesso com
cerca de um terço de seu peso em água,
forma-se uma massa plástica que endurece
em cerca de dez minutos e sofre expansão,
pelo que se utiliza na confecção
de moldes com formas bem definidas. Usa-se gesso
também em construção, para
acabamento do reboco e do teto das habitações
e, modernamente, na confecção de
rebaixamentos e divisórias, juntamente
com papelão.
O gesso entra também na composição
do cimento portland, na proporção
de dois a três por cento, como agente retardador
de pegas. É ainda usado em aparelhos ortopédicos,
em trabalhos de prótese dentária
e outros campos em que se faz necessária
a confecção de moldes e fôrmas
especiais.
Não calcinado, o gesso é usado como
fundente, fertilizante e como enchimento no fabrico
de papel e tecidos. Cerca de três quartos
da produção mundial são calcinados,
a uma temperatura entre 120 e 165°C, para
produção de gesso hemidratado, que
forma com água uma mistura de extrema plasticidade,
usada em moldagem, fundição, cerâmica
e pasta de dentes, além de servir de material
de construção como estuque, cimento
de Keene, telhas e blocos decorativos.
|